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ORQUÍDEAS NATIVAS DO MARAJÓ

AS BELEZAS QUE MORAM NO ALTO

  A Amazônia, maior floresta tropical do mundo, abriga em seu dossel um vasto jardim! Suspenso sobretudo! Na verdade, mais que jardim, os galhos e troncos das gigantes da Amazônia, as grandes árvores chamadas assim, abrigam, eu diria, outros mundos, uma diversidade gigantesca de plantas, animais, fungos! Líquens e incontáveis micro-organismos! Uma mega diversidade que atrai e abriga uma outra rica e numerosa diversidade de bichinhos: insetos, anfíbios, répteis, aves e mamíferos! E uma rede complexa de interações, trocas e serviços! Subir os olhos até estes jardins suspensos, que formam telhados verdes na floresta e cidades amazônicas adentro, é adentrar em outro universo! Com diferentes mundos e formas de comunicação, fruto de milhões anos de coevolução. Entre os seres, os elementos, as espécies e toda a rede ambiental que se estabelece, que se soma e que assim, cresce!

  E por falar em universo, o que dizer da dimensão Marajoara com suas encantarias e mistérios em terra, água e ar? E neste universo eu vim mergulhar e há 12 anos dedico-me a encontrar, o caminho de volta e de encontro com o meu próprio ser e do que eu vim fazer. As orquídeas eu quero conhecer, observar e dedicar a minha vida e a minha voz, a divulgar a perfeição da vida e a contribuir com a conservação dessa natureza tão infinda, da qual nós, humanos, também somos parte!

  Sendo assim, este trabalho carrega o desejo e a emoção de popularizar as orquídeas nativas ocorrentes na parte leste da Ilha do Marajó, território originariamente materno indígena e que recebeu os filhos de Mama África e de outras terras distantes. Terras de caboclas e caboclos, de versos, curas, tambores e encantarias. Pescadoras e pescadores, vaqueiros, maracas e muitas iguarias! Carrega também a filosofia libertária do conhecer e nos empoderar de nossas riquezas naturais e dos conhecimentos ancestrais associados a elas, para conservar para hoje e para amanhã, nosso inestimável patrimônio botânico e nosso próprio futuro! Nosso patrimônio de ser gente! De ser desta terra! Amazônica, costeira! E por fim, este trabalho carrega o desejo de Ser, depois de toda uma vida a percorrer, simplesmente sair da semente, crescer e deixar ser... muda, árvore, flor, fruto e semente e tentar com esses despretensiosos versos, estimular à toda a gente. Para que todas e todos também queiram Ser, o que tiver que ser, o que são! Que todas e todos possamos ser, então! Que assim seja! Sejamos!

  E Assim, Somos!

                                                                                                          Cinthya Arruda

Soure, 02 de dezembro de 2021.

Rega Flor
Minidoc ORQUÍDEAS NATIVAS DE SOURE
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